quarta-feira, 20 de junho de 2012

Qualquer Mãe é Oxum ~ Qualquer Filho é Logun


Cada vez que vamos nos aproximando do Candomblé percebemos o quanto sofisticado e complexo é esse sistema religioso.  Tanto que tivemos que procurar formas de melhor interação. Nesse momento criamos o seguinte ponto de partida: Natureza é o sinônimo exuberante para a palavra Candomblé. No mestrado, quando iniciamos essa relação de intimidade, havíamos trabalhado sob a licença de Exu e a docilidade de Oxum. Dessa vez – caminhos abertos – vamos trilhar pela vereda de uma relação filial, ou melhor dizendo, o momento de fecundação do Teatro do Encantamento da Ancestralidade Africana no meu útero negro. É exatamente nesse instante que a relação (Oxum-Logun) mãe & filho, digamos assim, toma minha percepção lambuzando-a de água e mel. É assim que nasce mais uma premissa: Qualquer Mãe é Oxum – Qualquer Filho é Logun. Essa ligação é tão intensa que já pesquisei textos que dizem que os dois são um só (Oxum é Logun). Lá vai ele Tima l(i) ehin yeye (r)e (Encarapitado nas costas de sua mãe). No entanto, tão latente quanto a relação deles é a minha queda pela maternidade. Sempre a vi como um mistério que somente no teatro eu encontraria soluções estéticas que talvez pudessem dar conta de traduzir esse mistério universal. Tem sido muito prazeroso (cantar-dançar-pensar) que essa relação entre ambos é que pode ser a tal da viga mestra que eu tanto busco para o nosso teatro. Como estamos fazendo uma pesquisa convidamos a tod@s a embarcarmos junt@s nessa experiência que tem sido deliciosa. É óbvio que falaremos de Candomblé. Mas para essa oficina gostaria de compartilhar com vocês um outro caminho inédito e bem próprio dentro das possibilidades sempre infinitas que o Candomblé Ketu-Nagô tem-nos presenteado. OXUM-LOGUN & a Relação de Descendência no Teatro do Encantamento da Ancestralidade Africana.